Não existe manual de Feng Shui

de 29/10/20 em Feng Shui da Vida Real
Como aplicar o Feng Shui corretamente

Esse título provavelmente te deixou em dúvida. Mas é isso mesmo. Feng Shui não significa aplicar regras tiradas de alguma lista.

Assim como vem acontecendo em diversas áreas de consultoria, que agora ficaram popularmente conhecidas como coaching, o Feng Shui tem sido aplicado de maneira superficial. E, muitas vezes, não traz os resultados esperados.

Corretamente chamadas de medicina dos ambientes, as técnicas de harmonização precisam ser aplicadas como tal. Ou seja, levando-se em consideração a pessoa que recebe a consulta e não simplesmente com a imposição de regras.

A comparação com a medicina é boa para ajudar a trazer o assunto para uma dimensão mais real.

Sugerir a aplicação de uma regra sem levar em consideração a pessoa é como ir ao médico e receber um diagnóstico sem uma consulta. Seria como dizer, por exemplo, que uma pessoa que come açúcar terá diabetes. Ainda que a medicina saiba que consumir altas doses do alimentos está correlacionado à doença, isso não é regra.

Muitos consultores vendem o problema para depois vender a solução. O resultado é que em vez de harmonizar os ambientes, a consulta se torna uma fonte de estresse já que a pessoa sai com uma lista de problemas que nem sabia que existiam e que, nem de longe, estavam no seu radar.

Minha professora de Feng Shui, a Katherine Metz, sempre pondera que o consultor precisar aprender a ouvir e saber fazer as perguntas corretas. “Leva tempo e experiência para realmente dominar o conhecimento necessário para fazer as perguntas corretas. Isso pede uma grande noção de quando, um grande respeito pelo sagrado da vida da outra pessoa”, diz.

O consultor de Feng Shui precisa ouvir e fazer perguntas. Deve levar em consideração o estilo e o momento de vida da pessoa, para só então aplicar as regras.

O contrário não funciona.

Dos conselhos que já ouvi ou li, resumo aqui os que considero os mais sem sentido.

Cores certas?

Não existe uma cor certa. A cor certa é aquela da qual a pessoa gosta. Imagine uma pessoa pintar o quarto com um tom que não gosta apenas porque o consultor de Feng Shui indica? Antes de tudo, é importante saber que no Feng Shui não existem imposições. Se alguém disser isso, não entendeu que a harmonização reside na adaptação, no movimento, na compreensão do que uma pessoa realmente precisa. Outro aspecto importante a ser considerado, são as caracterísitcas associadas a uma cor em diferentes culturas. Na Índia, viúvas usam roupas tom açafrão e não preto. Além disso, existem diversos sistemas de classificação das cores. Portanto, fuja dos conselhos que dizem que é imperativo usar um tom, sem que isso faça algum sentido ou, principalmente, agrade aos olhos, acima de tudo.

Imagens e objetos errados?

Além de regras sobre as cores, muitos consultores decidem dar opiniões sobre as obras de arte, fotos e outros objetos de decoração das casas. É verdade que muitas informações preciosas podem ser contadas sobre a vida de uma pessoa a partir delas, mas julgar se elas devem ou não permanecer cabe apenas ao dono da casa. Já vi consultores criticarem o quadro preferido do morador, sendo que ele não tinha nada a ver com os objetivos da consulta. Assim como as cores, imagens podem ter significados diferentes para diferentes pessoas. Eu mesma mantenho na minha casa objetos que não teria comprado, que não são exatamente do meu gosto pessoal, mas que me lembram pessoas ou ocasiões especiais. Quando olho para elas, não julgo o aspecto estético, mas me conecto a esses momentos. Esse tema rende muitos debates e pode ser visto de diversos pontos de vista, por isso não aceite uma opinião com base em algum manual.

O mesmo se aplica para plantas, flores, tecidos e estampas. Não existe uma regra a ser seguida. Lembre-se disso e bom Feng Shui!

“Quando realmente escutamos, somos livres. Damos espaço às pessoas. Isso é respeito. Permaneça disponível. Isso é consideração.” Katherine Metz

Trabalho durante a pandemia: 1 em cada 4 profissionais pensou em pedir demissão

de 26/10/20 em Feng Shui da Vida Real

Falar de estresse no ambiente de trabalho já era comum antes da pandemia. Com o coronavirus mudando todo o panorama econômico e social, não tinha como não ter efeitos também sobre a saúde mental.

Diversas pesquisas vem mostrando aumento nos níveis de estresse. A mais recente foi conduzida pela The Associated Press-NORC Center for Public Affairs Research (parceira da agência de notícias e o instituto de pesquisas da Universidade de Chicago).

“How is the Coronavirus Pandemic Affecting the Workplace?”(Como a pandemia do coronavirus está afetando o ambiente de trabalho?) revela que 1 entre 4 profissionais nos Estados Unidos pensou em pedir demissão. 

A pesquisa quis explorar o impacto do coronavirus em geral, como os profissionais, empregados em período integral ou semi-período, estão lidando com o impacto das mudanças na rotina e os efeitos no ambiente de trabalho.

Para mais da metade, a pandemia é responsável pelo aumento dos níveis de estresse: 54%. Outros 33% responderam que não perceberam mudanças e 13% sentiram redução no estresse com as mudanças impostas pelo coronavirus.

O levantamento quis explorar o impacto das mudanças impostas entre os gêneros e mostra que as mulheres se sentem mais afetadas. Sessenta e oito por centro de profissionais negros também responderam que sentiram aumento nos níveis de estresse, o mesmo para 44% de hispânicos. Entre profissionais que se identificam como brancos, o índice foi de 39%.

A percepção sobre o nível de pressão foi maior entre pessoas que voltaram a trabalhar no ambiente de trabalho original – a pesquisa foi realizada em setembro quando empresas começaram a reabrir escritórios.

O aumento no estresse não teve relação, no entanto, com pressão exercida pelo empregador. 80% dos entrevistados avaliam como positiva a postura do empregador, dizendo que sua postura foi adequada ou até melhor ao lidar com os efeitos da pandemia.

A fonte de estresse no entanto não parece ter relação com o trabalho. Pais que precisaram dividir o espaço e o tempo com a educação dos filhos – que também passaram a ter aulas remotamente – foram os mais afetados, segundo a pesquisa, com 68% dos entrevistados.